quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ah, como as coisas mudam rapidamente...

Bem, pessoal, muuuuuita coisa mudou desde meu ultimo post.

1) Não estou na mesma família...
2) Estou muito mais tranquila e feliz...
3) Passei por uns mal bocados ate chegar onde estou agora!

Mas vamos por partes:

As coisas já não estavam tão bem há algum tempo naquela família. O pai era um serzinho desprezível. Gritava com a mulher na frente de mim e das crianças praticamente em praticamente todas as refeições. Eu achava um absurdo, mas não estava em posição de falar nada, ne... Além disso, tinha a questão de ele ficar em casa toda hora, o que fazia as crianças não me respeitarem. Mas pra falar a verdade, a situação com as crianças tava melhor até. Elas estavam me conhecendo, e aprendendo como eu sou. Mas o clima com ele estava horrivel! Parecia que ele estava me vigiando a toda hora, e cada coisinha que eu fazia ele contava pra mulher, q vinha falar comigo. Claro, o machao manda recado pela esposa :)

Em uma outra viagem pra North Carolina pra casa nova, na qual foi metade da mudança, ficamos lá uma semana. E no fim de semana? Eu ficava presa com eles, claro. Não é por nada não, mas quando chega fds, eu não quero saber de criança, de família de nada! Eu quero ficar trancada no meu quarto assistindo tv ou sair com meus amigos! Eu acho q eles esperavam que eu ficasse interagindo com eles toda hora. E eu era obrigada, pq nao conhecia nada la e tava sem carro... Mas era um sacooooooooooooo! Quando saíamos de carro, era os dois meninos chorando a cada 3 minutos sem motivo...e quando nao era isso, era o casal brigando no banco da frente...e eles esperam que eu sorria e queira "fazer parte da família"???? Pois nos últimos dias tive que sair com eles pra jantar (pq nao tinha outro jeito de ter acesso a comida), e não aguentei o stress. Achei uma solução que me pareceu plausível: vou ligar o meu ipod e me transportar pra uma outra dimensão! Eu tava no meu horário off mesmo, não via porque não poderia fazer isso. Pois fomos, comemos, e na volta, eu com meu ipod no ouvido, consegui ouvir o seguinte comentário:

(a host) - Porque vc ligou o rádio?
(o host) - Se eu não ligar só consigo ouvir isso...
(a host) - Ouvir o que? Ah, sei do que vc está falando.
(o host) - Não sei pra vc, mas pra mim isso é a gota d'agua!

Bem, eu na minha mente paranóica, achei q eles estavam de mim e do meu ipod, mas pensei: "nao, ele nao ia ter a cara de falar de mim assim comigo do lado". E meu ipod tava no volume mais baixo possivel!!! Mas o fato era que as coisas entre eu e ele já estavam por um fio. Eles não gostava de mim e eu não gostava dele e isso estava claro!

Alguns dias depois a host (q na verdade é muito gente boa e diplomática, ao contrário dele) veio me perguntar se eu estava feliz com eles, porque parecia q eu não gostava da família dela. A verdade é q eu não gostava era do marido dela, mas não podia falar isso na cara, ne.. Conversamos bastante, e ela falou do incidente do ipod e que eles ficaram ofendidos, pensando: "nossa, ela nao consegue passar nem os 10 min no carro com a gente?". E novamente, a verdade é que a resposta pra essa pergunta era: NAO, EU NAO CONSEGUIA! Bem, no final das contas fiquei de conversar com a coordenadora pra ver o que seria de mim.

A conversa com a coordenadora foi muito boa. Ela entendeu meu ponto de vista, e me deu razão em relação ao pai. Disse que ia falar com ela pra falar pra ele não interferir tanto quando eu estiver cuidando das crianças. Pediu também pra eu tentar interagir mais com ele, puxar conversa, sei la. Eu falei pra ela que achava que era tarde demais e que não tinha mais jeito, mas que ia tentar.

A semana seguinte foi ate tranquila. Eu e ele procuramos nos ignorar pra falar a verdade, e ele continuou interferindo. Eu sinceramente não estava disposta a colocar a máscara de boa menina e fingir que estava tudo certo. Quem me conhece pelo menos um pouquinho sabe que eu não consigo esconder meus sentimentos de jeito nenhum, e que tudo o que eu to sentindo fica estampado na minha cara.

O fim de semana foi maravilhoso! A Joana foi pra lá e fomos pra Chicago....bem, haverá outro post sobre isso com fotos. Foi muuuuuito bom! E eu estava até otimista, achando q se a gente mantivesse distância daria pra levar.

Bem, ae chegou a segunda-feira. Maldita segunda-feira!

Acordei e desci. A Joana ficou dormindo no quarto de hóspedes. Ae o cidadão veio me falar pra eu colocar as coisas que eu abri na geladeira em sacos, pq senão secava. Ae falou do queijo. Ae falou da salsicha. Ae falou dos chips q estavam abertos. Eu sinceramente não sabia que tinha que colocar o saco de chips dentro de outro saco e fechar a sete chaves. Mas a questão é que eu tava cansada dele me pedindo pra mudar cada detalhe de como eu fazia as coisas. E o jeito que ele falava, me deu uma raiva!! Como se tivesse falando com um inseto. E ele deixou isso bem claro pra mim alguns segundos depois. Quando eu pedi justificativas sobre o que ele estava falando, ele tentou explicar e eu cruzei os braços e falei: ok! Segue o diálogo:

O HOST - (já levantando a voz) Escuta aqui, vc tem que parar com essa merda de atitude comigo agora! Vc fica ae no canto, cruza os braços se achando e isso não está certo
EU - (muda, morrendo de medo dele)
H - (agora já gritando) VOCE É MINHA EMPREGADA! Você trabalha pra mim e tem que fazer o que EU mando!
E - (ainda muda, me segurando pra nao estourar e ao mesmo tempo pra nao chorar)
H- (ainda gritando e agora chegando perto de mim, com o dedo a 2 centimetros da minha cara) Você tem essa atitude de Jersey, isso não funciona aqui. Vc pega essa sua merda de atitude e leva de volta pra Jersey!
E - Sai de perto de mim agora! O que vc vai fazer, me bater?
H - (saindo de perto) Essa sua atitude não funciona aqui.
E - Ah, e vc é a pessoa mais calma do mundo, certo?
H - É isso, chega, vc vai embora daqui!
E - Ótimo, vou fazer minhas malas agora!


Eu subi pro quarto. Chamei a Joana, e já desabei a chorar. Ai que nervoso, que raiva!! Não sabia o que fazer...estava totalmente perdida. Estava tentando respirar, parar de chorar, pensar e contar pra Joana o que aconteceu. Ela disse que acordou com os gritos dele. Tadinha, nao sabia onde enfiar a cara..rsrs

O resto do dia passei fazendo as malas com ela. Não tínhamos comida, pq nao tinha coragem de descer pra pegar. Quando a coordenadora ligou, a coisa piorou. Ela disse que não sabia se ia me colocar pra rematch ou me mandar embora, por causa da minha "atitude". AAAHHHH como eu odeio essa palavra!!

Bem, nesse ponto eu não sabia se ficava, ia pra outro lugar, ia pra casa...não sabia nem onde ia dormir a noite! A Joana foi pro aeroporto com a carona da santa da Ana, que eu conheci em Madison e me ajudou pra caramba. E eu fiquei lá, esperando a host chegar pra conversar. Ela foi muito legal, disse que não queria simplesmente me expulsar de lá, mas que o marido não queria que eu ficasse lá de jeito nenhum. No final das contas, propôs que eu ficasse lá trabalhando até arrumar outra família, mesmo porque eles não tinham ninguém pra cuidar das crianças. O trato era mantermos distância um do outro (eu e o pai). Não tinha como não aceitar. A coordenadora aceitou me colocar online, e começou a espera.

1 dia: nada...2 dias: nada...3 dias: nada... E eu já estava refazendo as malas pensando em ir pra casa. Pra falar a verdade, nem estava tão mal assim por ir pra casa. Ate queria. Mas ae um belo dia uma family de NY me adicionou. 3 kids, a lot of driving....pouco tempo tendo que entreter as crianças...hehhe do jeito que eu gosto. Torci muito pra mulher me ligar. Ela ligou...um amor...toda falando alto e escanladosa, mas muito legal. Os pais médicos, mas sem horarios muito loucos.

Nem perguntei muita coisa. Nem queria saber se teria carro, banheiro só meu...Ela que foi falando. Tinha entrado em rematch com a aupair atual pq ela queria alguem que soubesse dirigir bem....Ela gostou de mim, mas tava receosa porque eu só ficaria 10 meses, e ela teria que trocar de aupair logo. Tentei convencer ela de que era uma boa idéia mesmo assim...hehehe. Parecia ser uma boa família, e eu só queria ir embora daquela casa!

Dois dias depois tava pegando o aviao. Vou duro me despedir dos meninos.. Eu realmente estava começando a gostar muito deles! Mas sair de lá foi um alívio!!!

Agora estou aqui, muito mais feliz!
No próximo post conto como estão as coisas, e sobre as crianças...esse já ta muito grande hehehe

bjobjo

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dia bom...

Ai ai, hj eu tive um dia bom, viu!

Não sei como, mas acordei com uma inspiração! De tentar fazer do meu dia o melhor que ele pudesse ser. Parece clichê, mas no final das contas, a gente decide como nosso dia vai ser. Por mais que haja inúmeros imprevistos, complicações e coisas ruins, sempre tem alguma coisa que a gente possa fazer pra tornar as coisas melhores. O que geralmente acontece é que a gente se sente tão afetada pelas coisas ao nosso redor, pelos medos, pelas inseguranças, pelas tristezas...que deixa isso tomar conta!

Pois bem, eu me neguei a me render!
Acordei, malhei no Wii Fit (esse negócio parece fácil, mas funciona!! ta tudo dolorido...).
Tomei banho pra acordar direito, e fui brincar com o Nole. E brinquei mesmo. Fomos pra aula de ginástica e depois fiquei brincando na academia com ele. Ele adora aquele lugar e fica pulando feito um macaquinho de um lado pro outro. E eu - no espírito inspirado - eu entrei na dança.... Entrei nos tubos do negócio-do-playground-la-que-eu-não-sei-o-nome com ele, dei graças por ter cabido, e fiquei brincando com a criaturinha. As fotos ilustram alguns dos momentos cômicos.




Passei no Walmart pra comprar umas coisinhas (nossa, como é difícil resistir às compras naquele lugar!) e fomos pra casa. Coloquei ele pra dormir (santa nap!) e fui estudar um pouco. Pela intervenção divina dos céus, ele dormiu pra caraaaamba!

Depois, o Eli chegou, eles jogaram Wii e brincamos um pouquinho. Depois do trabalho, fui no shopping com a Ana e a Carol - que está indo pra Virginia de rematch, boa sorte carol! - e foi legal pra sair de casa.

Bem, se vc for ver, foi um dia comum. Mas passou rápido, e eu aproveitei cada minuto. Acho q é isso que importa, né...

Bjobjo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ok, respira...

E no espírito do dia: Feliz Páscoa!! (sem ovo pra mim, snif, snif)

Tá, estou mais calma depois de fazer a minha maratona de leitura de blogs. Principalmente lendo o blog da Mari, que me inspirou pra aproveitar mais a minha jornada por aqui...

Vou tentar colocar algumas informações relevantes que justifiquem meu estado de espírito atual.

1) Não sei se já postei aqui, mas estou morando em Madison agora, mas vou me mudar com a família para North Carolina em junho. A casa já está comprada, e nesse fim de semana foi pra lá a primeira mudança. Então lá fomos nós pra lá novamente. Não me leve a mal, o lugar é maravilhoso, a casa é divina, mas viajar com 2 crianças mimadas e choronas e ter que passar a segurança de aeroporto (leia-se: tirar sapatos, casacos, brinquedos, laptops de bolsas, líquidos e o diabo a quatro) não é a coisa mais divertida do mundo. Além disso, eu não conheço uma alma viva lá e não tenho carro, então fico presa a eles 24/7. E no fds, eu PRECISO ficar o mais longe de crianças possível para poder sobreviver à semana!!

2) Estou morando aqui há mais de um mês e não conheço quase ninguém. Conheci algumas aupairs bem legais, inclusive umas brasileiras, mas não sei porque, não tá rolando uma vida social muito agitada. Talvez seja por eu ainda estar meio que de luto por não ter minhas amigas de Jersey aqui por perto, talvez porque eu sabia que daqui a pouco vou ter que deixar o pessoal daqui e me mudar denovo... a questão é que eu sabia que isso ia acontecer, então acabei atirando no meu próprio pé...

3) A dinâmica da casa aqui é TOTALMENTE diferente da outra família. A mãe até tem uma boa noção pra educar os filhos, mas o pai mima os coitados até não poder mais. E quem fica trabalhando em casa quando eu estou cuidando deles? O pai, claro. E o que as crianças fazem toda vez que choram (pelos motivos mais absurdos e injustificáveis)? Correm para o pai. Ae eu pergunto, quando que esses seres vão me respeitar? Ae eu respondo: nunca. Bem, mas isso faz parte do meu tiro no pé. Eu sabia que o pai trabalhava em casa e aceitei vir assim mesmo. A gente é besta, né...acha que com a gente vai ser diferente.. NÃO É!

4) Não sei se é a solidão, a dificuldade de adaptação com a família, ou o tempo que já está longo, mas eu estou com uma vontade enorme de votar pra casa. Pra falar a verdade, o que me segura aqui é o bom e velho $$$, as viagens que eu tenho planejadas, e o medo de falar pra family que eu quero largar tudo e ir embora.

Ah, gente, não queria fazer um post tão depressivo, de verdade. Mas é assim que eu estou me sentindo no momento. Talvez amanhã eu tenha algo mais inspirador pra falar.

Ae segue a foto dos pentelhos. Eles sabem ser fofos, admito. Mas eu olho pra eles e só consigo ver o choro estridente que eu escuto cerca de 14 (sim, eu contei) vezes por dia.

Feliz Páscoa!! Comam ovos por mim, quem puder...hehe

Bjobjo

domingo, 12 de abril de 2009

Brigas, brigas e mais brigas

Ahhhhh!!!
Crises, crises e mais crises...
Crianças mimadas e choronas, respeito aos pais totalmente ausente, pessoas estúpidas, briga homérica de casal...

Estou em paz... vou continuar fazendo meu trabalho. Se não gostar, rematch. Se não achar outra family, home. Realmente não ficarei infeliz com nenhuma dessas opções.

I'm sorry, precisava desabafar. Tentarei contar os acontecimentos mais pra frente.